SER E FAZER DISCÍPULOS

Pr. Fabricio Fukahori

Frequentemente olhamos ao nosso redor e ficamos extasiados a cerca de como caminha mal a humanidade. Em busca de soluções para um caminho melhor, não é raro surgimento de “vozes” nos dizendo que a solução está no próprio ser humano e suas capacidades. Mas será que nós, seres humanos podemos melhorar nossa história a partir de nós mesmos?

Quando estudamos na Bíblia a cerca do povo de Deus, vemos que o Senhor deu a eles a Lei para que caminhassem vivendo dentro da ética, justiça e caráter de Deus. Mas interessante que o apóstolo Paulo reflete sobre a Lei dizendo o seguinte: “Por que ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do Pecado.” (Rm 3:20). Isso porque não conseguimos cumprir toda a lei. Ao tentarmos vivê-la em sua integralidade, percebemos que há algo em nós que nos impede; chamamos isso de Pecado.

Por causa de seu amor, Deus resolve este problema enviando Jesus até nós, de forma que, Ele como ser humano, vive a lei de Deus em sua integralidade, e mostra-se como o Caminho Perfeito. Jesus escolhe homens incapazes e rejeitados pela elite religiosa, e os chama a ser seus discípulos (aprendizes), a fim de que por meio da Palavra e do Espírito Santo eles fossem renovados em sua mente e coração.

Jesus nos ordena a fazer o mesmo que ele fez com seus discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” (Mateus 28:19-20).

Ao longo dos séculos a verdadeira Igreja de Jesus tem caminhado com esta consciência: sendo discípulos de Jesus e fazendo discípulos para Ele. Este é o nosso alvo como IPI Estreito, que cada membro desta igreja seja mais do que um nome arrolado no rol, mas que todos sejam encontrados por Deus como verdadeiros discípulos de Cristo que brilham Sua luz a fim de que se tornem luzeiros neste mundo cheio de escuridão.

 

QUE SEJA NOVO!

Mais um ano se foi em nossa história. Como foi 2017 em sua vida? Nem todos gostam de fazer uma retrospectiva de sua própria vida, de seu ano. Mas penso que se encararmos de forma madura, podemos tirar bom proveito de momentos onde ciclos se fecham e novos recomeços surgem.

O que será que acontece entre o dia 31 de dezembro e o dia 1º de Janeiro de um novo ano? Dependendo de como eu olhar esta mudança no calendário nada muda, é só mais um dia e a vida segue em frente. Mas este simbolismo que a virada de ano nos traz pode nos ajudar a recomeçar algo novo e diferente.

Refletir sobre o ano que passou nos faz ver o quanto Deus nos abençoou. Afinal de contas estamos aqui, vivos, entrando em mais um ano. Proteção, provisão, direção, oportunidades para abençoar e ser abençoado. Deus nos deu pessoas novas em nossa Igreja, mas também testemunhamos coisas novas nas pessoas. Salvação, transformação, crescimento na Palavra e no serviço à Deus.

Quando fazemos esta retrospecção do ano findado, inevitavelmente encontramos tudo aquilo que lutou contra nossa caminhada com Cristo. Hábitos ruins que nos acompanham e que em nada contribui para o nosso desenvolvimento, pecados que precisam ser abandonados para que nos santifiquemos à semelhança de Cristo.

Certamente devemos continuar fazendo tudo aquilo que agradou a Deus no ano de 2017, mas para que 2018 seja realmente novo e melhor, precisamos decidir fazê-lo um tempo novo. Sempre podemos ser melhores. Deus quer isso.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (II Coríntio 5:17)

 

UNS AOS OUTROS NO NATAL

Pr. Fabricio Fukahori

Mais um final de ano, o natal se aproxima e com ele vem acompanhado visitas aos shoppings, lojas, compras de presentes e muita confraternização com troca de presentes entre colegas de trabalho e nas famílias.

Diante desta realidade, como tem sido sua celebração natalina? Todos sabemos o que significa o Natal, mas isso nem sempre nos leva há uma reflexão do impacto do nascimento de Jesus em nossas vidas e para todo mundo.

O nascimento de Jesus, o Cristo, significa o cumprimento de uma promessa de Deus, de que Ele enviaria aquele que salvaria seu povo de seus pecados. Mas Jesus não foi simplesmente um homem que Deus enviou até nós, ele é o próprio Deus encarnado que resolveu, por amor, viver e conviver conosco. Nos mostrou o que é de fato ter vida verdadeira uns com os outros.

Como o apóstolo João disse em sua primeira epístola: “Estamos escrevendo a vocês a respeito da Palavra da Vida, que existiu desde a criação do mundo. Nós a ouvimos e com os nossos próprios olhos a vimos. De fato, nós a vimos, e as nossas mãos tocaram nela. 2Quando essa vida apareceu, nós a vimos. É por isso que agora falamos dela e anunciamos a vocês a vida eterna que estava com o Pai e que nos foi revelada. 3Contamos a vocês o que vimos e ouvimos para que vocês estejam unidos conosco, assim como nós estamos unidos com o Pai e com Jesus Cristo, o seu filho. 4Escrevemos e isso para que a nossa alegria seja completa.” (1ª João 1:1-4).

Natal é o Deus encarnado que veio tocar em nós apesar da nossa sujeira, é o Deus, que de forma generosa veio ser o alimento que precisávamos, ser o pão da vida para que pudéssemos ter vida.

O Natal deve ser expressado por meio do “uns aos outros”, para que nesta relação mútua possamos viver como ele vive entre nós. De forma generosa se entregando por amor.

 

ALÉM DA JUSTIÇA

Ed René Kivitz

A generosidade é a virtude que transcende a justiça. Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. Generosidade é distribuir o que pertence ao doador, que abre mão da posse porque se alegra mais em compartir do que em reter. Justiça é dar pão a quem tem fome. Por esta razão, é preciso ser justo antes de ser generoso, disse Chamfort, o moralista francês. A generosidade, disse David Hume, se fosse absoluta e universal, nos dispensaria da justiça.

O tributo é a dádiva da obrigação: dar a César o que é de César. A oferta generosa é a dádiva do coração: dar a Deus o que é de Deus, pois a Deus não se dá por obrigação. A solidariedade é a dádiva da responsabilidade, ou como ensinou Martin Luther King Jr., “a injustiça em algum lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares”, ecoando Abraham Lincoln: “Ao darmos liberdade aos escravos, estamos garantindo a liberdade aos que são livres”. A generosidade é dádiva da liberdade–liberalidade, de quem possui, mas não é possuído. A solidariedade é a dádiva da consciência. A generosidade é a dádiva do coração. Na solidariedade há inteligência, na generosidade, afeição.

Amar ao próximo como a si mesmo é solidariedade, e nesse sentido, a solidariedade é uma forma de amor indireto por si mesmo: cuidando dele, cuido de mim, ou, no mínimo, mostro como se deve cuidar de alguém, caso um dia esteja eu no lugar do próximo que agora ajudo. Amar ao próximo com o amor de Cristo é amar ao próximo inclusive às custas do sacrifício de si mesmo, estou disposto a dar do meu para que o outro jamais tenha falta, não me importando sequer se a falta será minha.

A amigos de verdade, observou Montaigne, não se pode emprestar nem se dar nada, pois tudo é comum entre eles. Assim viveram os primeiros cristãos: ninguém considerava propriamente seu o que possuía, pois tinham tudo em comum. Nesse caso, a generosidade se destina ao outro, ao estranho, e mesmo ao inimigo. Que virtude em ser generoso com os filhos, já que a felicidade dos filhos é a felicidade dos pais?

Comte–Sponville pergunta: que porcentagem de sua renda familiar você consagra a despesas que se possam chamar de generosidade, em outras palavras, a uma felicidade diferente da sua ou de seus íntimos? Ele mesmo responde: cada um responderá por sua conta, mas imagino que estamos quase todos abaixo dos 10%, e não poucas vezes abaixo de 1%. Certo, o dinheiro não é tudo, diz ele, mas porque milagre seríamos mais generosos nos domínios não financeiros ou não quantificáveis? Por que teríamos o coração mais aberto do que a carteira? O inverso é mais verossímil.

De fato, Jesus tinha mesmo razão ao afirmar que mais bem aventurada coisa é dar do que receber. Alguém com raciocínio lógico concordaria: em melhor condição está quem dá do que quem recebe. Mas tal raciocínio é egoísta: prefiro dar do que receber, porque isso significa que tenho mais do que aquele que recebe, ou pior, um raciocínio mesquinho: antes ele do que eu. A bem aventurança de dar implica a constatação de que já estamos livres de possuir e ser possuídos. Para quem é livre, dar não é obrigação, responsabilidade ou solidariedade. Para quem é livre, dar é amor. Por isso é que se diz que é possível dar sem amar, mas é impossível amar sem dar.

 

SEMPRE REFORMANDO

Reformada, sempre reformando em direção ao Verbo

Se a Reforma fosse apenas uma reação negativa a um problema puramente histórico, então não seria relevante hoje para os evangélicos. Contudo, quanto mais de perto se observar, mais claro isso se torna: a Reforma não foi, principalmente, um movimento negativo, um distanciamento de Roma; foi um movimento positivo, um mover-se em direção ao evangelho.

E mover-se em direção ao evangelho significa descobrir o cristianismo original, bíblico, apostólico, que àquela altura estava enterrado debaixo de séculos de tradições humanas. É isso que mantém a validade da Reforma nos dias de hoje, pois a Igreja deve estar sempre reformando e constantemente chegando mais perto do evangelho. Essa ideia é sintetizada por duas palavras que escutamos com frequência: “semper reformanda”. Porém, seu contexto é importante, pois a frase completa em latim diz: “Ecclesia reformata et semper reformanda secundum verbum Dei” (“A Igreja reformada e sempre reformando de acordo com a Palavra de Deus”). A Reforma não pode acabar. Deve ser uma bandeira evangélica, carregada com humildade e firmeza.

A partir do momento em que Lutero compreendeu de Romanos 1 que a justiça de Deus é uma dádiva totalmente imerecida, ele percebeu que essa era a verdade mais importante do mundo. A justificação estava no coração da Reforma, seu elemento essencial.

Para reformadores como Lutero e Calvino, “justificação” queria dizer uma declaração divina de que a justiça de Cristo é atribuída ao que crê somente por causa da graça de Deus (Sola Gratia). Essa justificação, portanto, é somente pela fé (sola fide) em Cristo, o que significa que toda a glória da salvação é dada somente a Deus, e não a nós. “Nada neste artigo [da fé] pode ser renunciado ou comprometido”, escreveu Lutero, “mesmo que o céu e a terra e todas as coisas temporárias sejam destruídas”. É a convicção, disse ele, “na qual a igreja se apoia ou cai”.

Se a justificação somente pela fé é o elemento essencial da Reforma, a autoridade suprema da Bíblia é seu meio. Para obter uma reforma substancial, foi necessária a defesa de Lutero de que as Escrituras são a única base segura para a convicção da fé (sola Scriptura). A Bíblia precisava ser reconhecida como autoridade suprema e autorizada a contradizer e anular. Todas as outras afirmações, ou ela mesma seria anulada. E outras palavras, a simples reverencia pela Bíblia e o reconhecimento de que ela tem alguma autoridade jamais seriam suficientes para possibilitar a Reforma. Sola Scriptura era uma chave indispensável para uma mudança profunda e saudável.

(Trechos extraídos do artigo “A História e a importância da Reforma”, de Michael Reeves)

ENCORAJANDO UNS AOS OUTROS

Pr. Fabricio Fukahori

Portanto, animem e ajudem uns aos outros, como vocês tem feito até agora”. (1 Ts 5:11)

Quando você pensa em sua vida, todos os desafios que tem, seja curto, médio ou longo prazo…como você se sente? Não sei você, mas não raras vezes me sinto incapaz e desanimado por inúmeros fatores internos e externos relativos à minha vida.

Nesta jornada que estamos caminhando em torno do tema “Uns aos outros”, faz-se necessário refletir também sobre um desdobramento do que recebemos de Deus neste último mês que foi o tema Descanso. Este desdobramento é o que chamamos de ENCORAJAMENTO.

Todos temos limites. Nem sempre temos energia suficiente para ir até o fim ou para perceber o que tem nos roubado energias desnecessárias para cumprirmos o propósito de Deus em nossa caminhada. Costumeiramente nossa condição de pecadores nos coloca em situações de esgotamento integral por conta de nossas tendências e hábitos desfuncionais.

É aí que entra o “Uns aos outros” trazendo encorajamento de um jeito sincero e amoroso como manifestação do Espírito Santo por meio de nós. Temos aprendido neste ano que Deus é o próprio uns aos outros e Ele mesmo nos convida a viver nesta dinâmica com a Trindade (Pai-Filho-Espírito). A nova criação realizada em Jesus Cristo nos convida a crer na realidade lida no livro do Apocalipse 21:4 que diz: “Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, tristeza e nem choro…”. Como Igreja vivemos na realidade do Reino de Deus, somos nova criação e por meio da manifestação do Espírito Santo se movendo na comunhão (relacionamentos) toda lágrima poderá ser enxugada e toda tristeza vencida por causa do consolo e encorajamento acontecendo em nosso meio.

Que como IPI Estreito possamos receber de Deus esta Palavra e assim transformar em realidade em nossas vidas.

 

UNS AOS OUTROS NO DESCANSO

Pr. Timóteo Carriker

Investimos um tempo falando sobre a vida de uns aos outros na sociedade maior, pensando especialmente no trabalho. Agora, nos próximos domingos queremos refletir sobre essa vida no descanso.

Você pode até pensar “Por que no descanso? ”. O descanso não é um período em que a gente faz o que quiser, um período em que a gente relaxa e não precisa se esforçar mais nas coisas que geralmente nos esforçamos?

Pois é… Precisamos considerar primeiro o que é o descanso no ponto de vista bíblico. Por exemplo em Hebreus nós lemos que devemos nos esforçar para entrar no descanso. Logo parece-nos que o descanso envolve esforços, que não é simplesmente um período de relaxamento.

Porque será que Deus estabeleceu um período para se descansar? Qual é o propósito do sábado? É um período em que a gente não trabalha mais ou é um período em que paramos para ter algum relacionamento diferente com o Senhor? Será um período de renovação? E se fosse, de renovação pessoal e espiritual? E se fosse, é o que se faz num determinado dia ou é algo que faz parte da rotina da nossa vida inteira?

Isso nos leva a pensar como nós entendemos o descanso, o que fazemos em nosso período de lazer, por exemplo, ir ao shopping, cinema, praia ou até trabalhar em uma horta, projeto, ou coisas semelhantes. O que é o descanso e como nós podemos viver a vida em comum de uns aos outros em toda a nossa vida, inclusive dentro no nosso descanso.

Da mesma maneira que consideramos como servimos melhor ao Senhor dentro do nosso trabalho e como dentro do trabalho vivemos bem “uns aos outros”, queremos fazer o mesmo em relação ao nosso descanso. Vamos lá?

 

 

INTEGRALIDADE PRÁTICA

Pr. Fabricio Fukahori

Temos aprendido neste ano que viver na realidade do “Uns aos Outros” é a dinâmica pelo qual nós, o povo de Deus, devemos viver com a ajuda do Espírito Santo. No mês de junho fomos orientados pela Palavra de Deus acerca do nosso propósito como Igreja em ser um sinal histórico do Reino de Deus na terra. Pois bem… neste mês queremos continuar o tema, mas com a intenção de trazermos à nossa reflexão o aspecto prático da missão integral de Deus.

Inegavelmente a história nos mostra que o avanço da proclamação do evangelho de Jesus no mundo se deu por causa de pessoas simples em seu cotidiano e indo de casa em casa. Uma das formas que o Império Romano tentou impedir seu avanço, após muitas tentativas violentas, foi cessando a perseguição, institucionalizando-a e colocando dentro de “quatro paredes”; transformando sua expressão de serviço apenas para “pessoas especializadas” dentro de cultos. Tentaram transformar nossa fé em algo mais teórico do que prático.

O império romano já não existe mais e muitos séculos já se passaram, mas a estratégia do Inimigo ainda é a mesma: fazer com que fiquemos presos dentro de um templo vivenciando uma espiritualidade auto-centrada, curtindo uma “Koinonite” (comunhão adoecida) ao invés de vivermos uma espiritualidade outro-centrada… Uns aos outros no mundo!

Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5:16).  Brilhar a luz de Cristo e iluminar em meio as trevas é nossa vocação como Povo de Deus! Jesus te chama para um propósito maravilhoso em todos os lugares onde você tem andado. Caminhe conosco nesta jornada!

 

INTEGRALIDADE

Pr. Timóteo Carriker

Não vamos esquecer do alvo do projeto e da missão de Deus no qual o povo de Deus está inserido: novos céus e nova terra, isto é, nova criação. E não esqueçamos da flecha para atingir o alvo: uns aos outros (lembra da palavra grega? Alelon). Nem da força que move a flecha: o Espírito Santo. E o braço que puxa o arco? Agora somos forçados a “teologar” um pouquinho: o braço é nosso e o braço é de Deus. Ou seja, aqui entra o mistério da soberania divina e o livre arbítrio humano. Esta parte fica para outra conversa…

Por enquanto, quero chama a atenção novamente para o alvo: a nova criação, que conforme Apocalipse 21.1-5, se manifesta quando o céu desce à terra, e conforme 2 Coríntios 5.17, se faz, pouco a pouco, à medida que as mulheres e os homens são transformados em Cristo Jesus em novas criaturas. Ou seja, ocorre no aqui e no agora ao longo da história cristã: a manifestação cada vez mais dentro da nossa história e dentro deste mundo da nova criação.

Pense bem. Não é isso que Jesus pediu para a gente esperar quando nos ensinou a orar “seja feita a Tua vontade aqui na terra como no céu”? E qual é a abrangência da vontade de Deus? Não é o mais abrangente possível? A vontade de Deus, pela qual oramos que seja feita, abrange todo o meu ser pessoal… corpo, mente, coração e alma? Ou seja, Deus não deseja que sejamos curados (corpo), transformados (mente), restaurados (coração) e perdoados (alma)? E se a vontade de Deus abrange todo o meu ser pessoal, será que não abrange toda a nossa vivência social também: a família, a igreja, e a sociedade? Ou seja, Deus não deseja famílias saudáveis, igrejas impactantes, e uma sociedade onde a corrupção em todos os níveis e todos os partidos é denunciada, e eventualmente detida, onde os valores de justiça, misericórdia e igualdade regem todas as atividades?

Pronto, este será o assunto dos próximos dois meses… Junho e Julho! Por falta de uma palavra melhor: a integralidade. Uma fé integral (corpo, mente, coração e alma) em ação integral (família, igreja e sociedade). Pano para manga, né? Vamos enfrentar e crescer?

DEUS NA FAMÍLIA

Pr. Fabricio Fukahori

“…em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gênesis 12:3b)

Foi Ruy Barbosa que disse acertadamente: “Família é a célula mater da sociedade”. De fato é na família onde vivemos e convivemos primariamente. É ali que descobrimos o conceito do que é repartir, respeitar os limites do outro, qual é o lugar de cada um, aprendemos a obedecer uma hierarquia, etc.

Na família amamos e sentimos raiva e acabamos descobrindo este paradoxo em nossos sentimentos e atitudes. Lá é que se forma o melhor de nosso caráter, mas também é a raiz de muitos de nossos traumas.

A família tem um papel muito importante dentro do projeto de Deus para a criação. O Senhor deu à família a vocação de administrar com responsabilidade e desfrutar de tudo que criou. Infelizmente na maioria das vezes não é assim.

No livro do Gênesis no capítulo 12 lemos Deus chamando um casal, Abrão e Sarai, para formar uma família, a partir da qual nasceria uma grande nação com a missão de abençoar todas as famílias da terra.

Deus ama as famílias e tem o propósito de curá-las. Em Cristo, Deus cumpre a promessa de abençoar todas as famílias da terra. Nosso desafio como Igreja é nos sujeitarmos ao ensino do Espírito Santo para que nossas famílias sejam restauradas e como consequência, nós, passemos a refletir o caráter amoroso de Deus abençoando outras famílias que Deus tem colocado em nosso caminho.